Se a curiosidade matou o gato, pelo menos ele não morreu ignorante.
The truth is out there and inside us.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Veredas : Angústia

Angústia, ao atravessar um rio, viu uma massa de argila e, mergulhada nos seus pensamentos, apanhou-a e começou a modelar uma figura.
Quando deliberava sobre o que fizera, Júpiter apareceu. Angústia pediu que ele desse uma alma à figura que modelara. e. facilmente, conseguiu o que pediu.
Como Angústia quisesse, de si própria dar um nome à figura que modelara, Júpiter proibiu e prescreveu que lhe fosse dado o seu. Enquanto Angústia e Júpiter discutiam, Terra apareceu e quis que fosse dado o seu nome a quem ela fornecera o corpo.
Saturno foi escolhido como árbitro. E este, equitativamente, assim julgou a questão:
"Tu, Júpiter, porque lhe destes a alma, tu a terás depois da morte. E tu, Terra, porque lhe destes o corpo, tu o receberás após a morte. Todavia, porque foi Angústia quem primeiramente a modelou, que ela a tenha, enquanto a figura viver.
Mas, uma vez que existe entre vós uma controvérsia sobre o nome, que ela seja chamada 'homem', porque feita do humus."
(Fábula 220 de Caius Julius Hyginus, escravo pessoal do Imperador Caio Júlio César Octávio)
POSTADO POR SANDRA PORTEOUS ÀS 10:21
Blog: Veredas
Postagem: Angústia
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Manacapuru aguenta?
Olá! Em 2007 o IBGE contou em Manacapuru uma população superior a 85.000 habitantes. Perfeito. Até aí tudo bem. Mas aí resolveram construir uma ponte sobre o rio Negro, isso é ótimo, reduz custos de viajem, encurta o tempo para entrega de mercadorias. Perfeito, nada contra. Só que nossa amada administração municipal ainda não pensou, ou se pensou ninguém sabe, em organizar o fluxo do trânsito da "Princesinha do Solimões".
O que acontece? A cidade continua agindo como cidade de interior que é, mas nem tem noção de que já não é (cresceu! Pow). Mas, o que acontece? A cidade possui apenas um semáforo e em horário escolar, quando o sinal do sentido bairro/centro fecha a fila de carros fica enorme, daí os motoqueiros invadem a outra faixa para passar os carros parados e para evitar acidentes os carros que vem em sentido contrário devem se apertar contra o acostamento.
Outra, aqui em Manacapuru todos sabem que a Av. Ribeiro Jr. no trecho do Banco do Brasil é mão única (sentido beira/centro), mas os motoqueiros insistem em andar na contra-mão, não jogar o carro contra eles nessa situação é impossível - e ainda se acham certos. (Absurdo!). E os cruzamentos Blv. Pedro Ratz/Av. Gaspar Fernandes e Blv/ Pedro Ratz/Av. Carolina Fernandes? Solução? Bloqueio com blocos de concreto, assim força-se o trânsito a fluir em um único sentido reduzindo congestionamentos e risco de acidentes. O mesmo deve ser aplicado no trecho Av. Cristo Rei/Av. Eduardo Ribeiro.
Algumas ruas deveriam possuir sentido único para evitar-se estacionamentos em filas duplas (por eliminação dessas filas duplas [dã!]), isso aumentaria o número de vagas para estacionar no centro.
Bom isso é só um esboço. Agora imagine a intensificação do trânsito da cidade com a conclusão da ponte. Imaginem o caos que vai ser quando milhares de carros chegarem a nossa cidade sem orientação, vendo todo mundo fazendo as coisas de qualquer jeito e pior, na maior impunidade.
Será que Manacapuru aguenta?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Decisões
Existem momentos na vida de uma homem que ele deve tomar decisões. Não há escolha. Não se trata de dever ser. Ele, o homem, TEM que tomar uma decisão. Por que digo isso?
Sempre fui "gordinho", no bom sentido da palavra, até meus sete anos de idade, mais ou menos, sempre fui "magrinho", daí mamãe me deu muito fermento (tônicos, vitaminas, complexos alimentares e similares) após um periodozinho de descanso (de massa) comecei a tufar. Engordei bem e após vinte anos continuo gordo. Até já me acostumei com isso. Tenho aproximadamente um metro e oitenta centímetros de altura, aproximadamente porque suspeito que estou encolhendo. Dizem que com o tempo a pessoa diminui devido às pressões, do ar, da idade, da família, da esposa, dos filhos, do trabalho, da gravidade etc. E com essa altura mais cento e seis quilos concluo - sou gordo, muito gordo, um gordo elegante, charmoso, bonito (vaidade é fogo), mas inevitavelmente gordo. Como disse convivo bem com isso. O sangue está legal, fluindo normalmente nas veias, se tem congestionamento é muito pouco. Apesar da sedentária vida tenho bastante dinâmica, com paradoxo mesmo.
Mas essa semana uma notícia me chocou. Estou abalado. Abaixei-me defronte a minha esposa para catar algo no chão quando ela declarou: - Amor! (com susto na voz) Você está ficando careca! Há clareiras na sua cabeça (essa última frase acrescentei agora na tentativa de dar comicidade ao relato). Admito que passei o resto da semana pensando... (...) ... Até agora. Daí mastiguei bem a idéia, organizei as idéias (+ou-) e estou "postando": - Não posso ser referência dupla! - Como assim? Você me pergunta. Muito simples. Um gordo já é referência, sempre: - Quem é Joana? Aquela na frente daquele cara gordo ali (ou daquele gordinho, para não ofender tanto) - Onde fica o banheiro? É aquela porta ao lado daquele "gordinho" ali. Entederam?
Já sou gordo há mais de vinte anos e sabendo que carecas também são referência... Precisa falar muito? Vou ser gordo e careca, teria que passar mais outros vinte e poucos anos (não pensei em Fábio Júnior) me adaptando à carequice (calvice, pra dizer que tenho um vocabulariozinho mais ou menos). Pode? Daí a minha decisão: - Vou deixar de ser eu e serei magro. Terei que abominar quem eu sou para ser outra coisa. Por que? Ser gordo? Tudo bem. Ser careca? Tudo bem. Mas ser gordo e careca? Pow! Ninguém merece, ou uma coisa ou outra. Duas coisas juntas não dá!
Como vou emagrecer? Nunca havia parado para pensar nisso com seriedade. Sempre disse "vou emagrecer" (em voz alta) daí acrescentava "um dia" (em voz baixa). Esse dia chegou? Será que dessa vez vai? Não percam os próximos episódios de: "naopare.blogspot.com" (talvez no futuro mais magro e careca)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Festival de Cirandas? FDS muito ruim
Como pode ser a coisa desvirtuada assim? Lembro-me que eu gostava de ver a apresentação de cirandas no festival da cidade para ver os casais girando, apreciar o "galo bonito", rir com o seu "manelinho", com o "carão", ver o "seu nonato", o "cupido" (que sempre davam um jeito simples de fazê-lo voar). Enfim, como criança me deslumbrava com a beleza da simplicidade das coisas - e eu via tudo de pertinho. Admito que, quando criança, eu ficava o mais perto possível do tablado para ver a calcinha das cirandeiras, mas quem não fez?
Só que agora tudo mudou. Ciranda tem tema. Ciranda tem mais alegorias e menos principalidades. Ciranda tem muito mais coisa em jogo. Já é uma empresa, máquina que movimenta milhares em derredor. Caramba! A ciranda cresceu demais para o município que não conseguiu acompanhar o ritmo. Hoje temos o estorvo de ruas bloqueadas para a prática do comércio ambulante e informal - pasmem, poder público incentivando a informalidade - tem que ser dada uma nova direção para o festival, cidade pára de funcionar e ciranda é quem manda. O chato, o ruim do fim de semana (FDS) de ciranda é que quem dança somos nós. E até agora não vi provas (de fato e não argumentativas) de que esse festival é benéfico para o município - nada fica aqui - quer dizer em maio vão ficar novos curumins e cunhatãs. Ah! talvez haja crescimento populacional e o município passe ater um novo FPM. Por favor, me dêem paciência.
Três dias de terror. Terrorismo silente e aceitável. Somo vítimas de nós mesmos. Pow!
Só que agora tudo mudou. Ciranda tem tema. Ciranda tem mais alegorias e menos principalidades. Ciranda tem muito mais coisa em jogo. Já é uma empresa, máquina que movimenta milhares em derredor. Caramba! A ciranda cresceu demais para o município que não conseguiu acompanhar o ritmo. Hoje temos o estorvo de ruas bloqueadas para a prática do comércio ambulante e informal - pasmem, poder público incentivando a informalidade - tem que ser dada uma nova direção para o festival, cidade pára de funcionar e ciranda é quem manda. O chato, o ruim do fim de semana (FDS) de ciranda é que quem dança somos nós. E até agora não vi provas (de fato e não argumentativas) de que esse festival é benéfico para o município - nada fica aqui - quer dizer em maio vão ficar novos curumins e cunhatãs. Ah! talvez haja crescimento populacional e o município passe ater um novo FPM. Por favor, me dêem paciência.
Três dias de terror. Terrorismo silente e aceitável. Somo vítimas de nós mesmos. Pow!
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